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COMENTÁRIO DE ESTUDO

Isaías 45:7

Trecho comentado

crio as trevas; faço a

Texto do versículo

Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; sou Yah יְהוָה que faço todas estas coisas.

Referência: ec 7:13-14, am 3:6, sl 75:7, jó 2:10, is 31:2, am 4:13, jr 13:16, jr 31:35, jr 51:20, na 1:8

Comentário

No caso de Isaías 45:7, a palavra hebraica רַע (ra) tem sido tradicionalmente traduzida como “mal”, o que pode levar a equívocos teológicos. Embora muitas vezes associada ao mal moral, essa palavra carrega um espectro de significados mais amplo dentro do Tanakh, podendo referir-se a calamidades, adversidades e tempos de juízo divino. No contexto específico de Isaías 45, o profeta enfatiza a soberania absoluta de Elohim sobre toda a existência. A passagem apresenta uma dicotomia entre luz e trevas, paz e desgraça, indicando que Deus não apenas concede tempos de paz, mas também permite e utiliza momentos de adversidade para cumprir Seus propósitos. Assim, a tradução de רַע como “desgraça” parece mais apropriada, pois elimina a ideia errônea de que Elohim seria o criador do pecado. O capítulo 45 de Isaías destaca que todas as circunstâncias da vida ocorrem sob o governo divino. Quando o texto declara: "Eu faço a paz e crio a desgraça", não significa que Elohim é o autor da maldade moral, mas sim que Ele exerce controle absoluto sobre tempos de bonança e períodos de juízo. Ao longo do Tanakh, diversas passagens ilustram como Elohim permite adversidades para disciplinar e corrigir Seu povo e as nações. O livro de Amós, por exemplo, destaca que nenhuma calamidade acontece sem que o próprio Deus a tenha permitido (Amós 3:6). Da mesma forma, Jeremias 18:7-10 demonstra que Elohim pode trazer destruição ou restauração conforme a resposta das nações à Sua vontade. A Justiça de Elohim e a Origem do Pecado Um ponto fundamental na interpretação de Isaías 45:7 é a compreensão de que Elohim não cria o pecado. Diferente das calamidades e juízos divinos, o mal moral é uma consequência das escolhas humanas.